MOTIVAÇÕES

Você já se perguntou para onde vai o seu lixo? Sabe quantas toneladas estamos produzindo no Brasil e no mundo? Sabe quanto custa à destinação dos resíduos e como seu município trata este problema? Conhece os benefícios sociais, econômicos e ambientais que a reciclagem gera? Sabe quem são os catadores de materiais recicláveis? Pratica coleta seletiva solidária? É hora de perguntar sobre estas questões e reciclar suas atitudes!

Você sabia que:


– O impacto negativo do lixo vem comprometendo a biodiversidade e equilíbrio ambiental, contaminando as fontes de água, os oceanos, colocando em riscos a vida das espécies marinhas e o clima na terra!

– Que anualmente estamos gerando mais lixo nas cidades. Em 2014 geramos 78,6 toneladas de resíduos sólidos urbanos, quantidade 2,9% superior ao gerado em 2013. Cada brasileiro produz 387,6 kg de resíduos por ano, a qual está diretamente relacionada a uma lógica de produção/consumo/descarte que caracteriza a atual economia!

– Que o modelo econômico “linear” é considerado uma das principais causas das mudanças climáticas. Por isso, preconiza-se uma transformação de paradigma rumo a uma Economia Circular em que os resíduos são considerados recursos e devem ser reinseridos, por meio de ações e processos diferenciados, na cadeia produtiva!

– As Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos (leis 12.305/2010 e 18.031/2009) determinam a reorganização dos sistemas de gestão e manejo de resíduos a partir destes princípios que reconhecem o valor econômico e social dos resíduos!

– Que a gestão de resíduos deve se basear numa hierarquia de redução da geração, reutilização, reciclagem e tratamento, sendo destinado à disposição final somente os rejeitos, ou seja, aquilo que não pode ser recuperado por um destes processos anteriores.

– A PNRS proíbe o aterramento de resíduos orgânicos e recicláveis, o que diminuirá, sobremaneira, a necessidade de investimentos em aterros sanitários e no transporte de resíduos.

– Que a Lei obriga os produtores de materiais recicláveis – embalagens, eletro-eletrônicos, pilhas, baterias, lâmpadas e outros a se responsabilizarem pela destinação final ambientalmente correta dos resíduos que geram por meio de processos de Logística Reversa e Gestão Compartilhada dos Resíduos.

– Que cerca de 80% dos resíduos gerados no Brasil são reaproveitáveis: em torno de 24 milhões t/ano de resíduos são recicláveis, podendo se transformar em matéria prima para a indústria (em MG: 2,1 milhões t/ano) e outros 39 milhões t/ano (MG: 3,5 milhões t/ ano) podem se tornar compostos orgânicos, ou seja fertilizantes orgânicos e energia limpa.

– A reciclagem de resíduos é considerada a maior fonte de economia de energia do mundo e promove a recuperação de 500 milhões t CO2/ ano. Por isso, o Plano Mineiro de Mudanças Climáticas (FEAM, 2014) guarda um capítulo para tratar dos resíduos, sugerindo o seu reaproveitamento.

– A reciclagem gera 2 milhões de empregos formais no mundo. Para cada um emprego gerado no aterramento ou incineração de resíduos, a reciclagem gera vinte, e gira U$ 500 bilhões/ ano no mundo. Estas razões ambientais e econômicas é que justificaram a aprovação da Lei anti-incineração no estado de Minas Gerais no ano de 2014.

– Por falta de parque industrial para absorver os recicláveis em MG eles são vendidos a baixíssimos preços já que têm custos logísticos elevados, para serem processados no PR, SC – onde existe política tributária beneficiando indústrias que utilizam matéria prima reciclada e em SP, onde se localizam a maioria das indústrias do país.

– Além dos recicláveis secos, há um enorme potencial de criação de indústrias a partir dos resíduos orgânicos que podem ser transformados em composto orgânico e em energia limpa, por meio do aproveitamento do biogás.

– A cadeia produtiva da reciclagem é composta de atores de diversos portes e diferentes formas de organização, podendo gerar diferentes tipos de postos de trabalho e, portanto, com necessidades e regulações muitas vezes distintas a serem consideradas em uma política de desenvolvimento.

– Que os catadores organizados em associações e cooperativas em MG retiram cerca de de 30.000 toneladas por ano de materiais recicláveis e que apenas 192 municípios no estado declaram ter iniciativas em coleta seletiva.